Quem vai te atender
Minha história
Eu ia ser engenheiro, como meu pai e meu avô. Uma dor na coluna mudou o caminho.

Em 30 segundos
- Sou Osteopata D.O., Fisioterapeuta desde 2009, mestre e doutor em Saúde Coletiva pela UFSC.
- Cheguei a esta profissão como paciente: convivi nove anos com dor na coluna e uma hérnia de disco.
- Atendo no Itacorubi, em Florianópolis, e por teleconsulta.
Eu ia ser engenheiro eletricista, como meu pai e meu avô. Cheguei à sétima fase do curso na UFSC. Só que eu não conseguia mais ficar sentado para estudar. Foi a dor na coluna que me tirou de um caminho e me pôs em outro.
Um caminho já desenhado
Meu avô, por parte de pai, era engenheiro eletricista. Meu pai também. Eu passei em Engenharia Elétrica na UFSC e nunca tive problema com cálculo, com raciocínio, com lógica. Tinha feito todas as físicas, todos os cálculos, e passado por Circuitos, que era a barreira do curso. O caminho estava desenhado: uma profissão estável, segura, previsível.
Só que a dor já me acompanhava desde antes da faculdade. Vinha da lombar e às vezes descia pela perna até o pé esquerdo. Numa festa, eu precisava ficar me alongando, mudando de posição, sentando. Num show, não aguentava muito tempo em pé. Depois do surfe, sentado no carro, doía mais.
Eu era jovem, ativo, cheio de vontade de fazer coisas: surfava, velejava, corria, jogava bola. Nenhum amigo meu tinha o que eu tinha. Eu me sentia pouco compreendido. Hoje entendo que cada um tem a sua dor, e que é preciso aprender sobre ela.
A coluna de um homem de 70 anos
Fui a vários médicos, alguns com o meu pai ao lado. Quase todos disseram a mesma coisa ao olhar a ressonância: a minha coluna era a de um homem de 70 anos, com um desgaste importante no disco e uma hérnia grande na lombar.
Um falou em cirurgia, que naquela época era bem mais invasiva. Outros, em remédio: um para a dor, um para a inflamação, um para relaxar e dormir. Um deles me disse, com boa intenção, que eu ia ter uma vida normal. E fez o sinal de aspas com os dedos.
Investigar o próprio corpo
Comecei então a investigar o meu próprio corpo. Fiz ioga, e depois uma formação em ioga com a Laura Park. Fiz Pilates, RPG, sessões de Rolfing, Fisioterapia. E usei o que a engenharia tinha me dado: método. Depois de cada sessão, eu anotava o que tinha sido feito e como o meu corpo reagia. Isso melhora, isso piora. Foi daí que comecei a desenvolver o meu método, de investigação constante.
Não foi só acertar. Teve prática de ioga e aula de Pilates que me deixaram com mais dor. Testei de corpo aberto coisas que hoje eu não recomendaria. Errei muito, primeiro sozinho e depois acompanhado, para construir um jeito de trabalhar que erra menos.
Londres e o violão
Ainda na engenharia, fui passar um tempo em Londres com um amigo. Morei na casa da Miss Bell, uma senhora de 84 anos que gostava de assuntos de saúde e me deu de presente fitas com palestras sobre meditação. Na mesma casa morava um monge budista. Eu vivia com as mesmas perguntas: por que eu tenho essa dor? Será que vou conseguir fazer as coisas?
Para me manter, toquei violão no metrô e em dois bares. Vivi de música naquele período. E estudei filosofia com um objetivo bem prático: entender a dor.
Da engenharia para a Fisioterapia
Quando voltei, prestei vestibular para Fisioterapia na UDESC e passei em terceiro lugar. Cursei um semestre das duas faculdades ao mesmo tempo. Depois larguei a engenharia.
Assim que entrei na faculdade, eu já fazia intervenções. No LAPE, o Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício da UDESC, fundei o grupo de terapias complementares e exercícios para fibromialgia, que existe até hoje. Comecei pela ioga, que era o que me possibilitava. Foi a minha primeira ferramenta.
Também no começo do curso, criei um projeto de extensão, o Movimento Integral. A ideia era aprender anatomia e fisiologia pelo próprio corpo, num tatame, de roupa leve, e não só olhando o livro. Conduzi o projeto até me formar, com o apoio de duas professoras, e trazia professores de fora para ensinar técnicas. Foi ali que tive o primeiro contato com métodos que uso até hoje, como McKenzie e Mulligan.
Isso muda a consulta. Uma coisa é aplicar um protocolo. Outra é aplicar sabendo dos medos e dos ajustes que existem no meio do caminho, porque eu passei por eles.
Tudo caía num Osteopata
Fiz cursos de técnicas de manipulação e de liberação miofascial. E reparei numa coisa: em quase tudo o que eu estudava, quando ia atrás da origem, encontrava um Osteopata.
Fui me consultar com Osteopatas, e depois fui estudar. Comecei a formação em Osteopatia dois anos antes de me formar em Fisioterapia e concluí o D.O. no Instituto Brasileiro de Osteopatia.
Sete meses no canto de um consultório
Eu me formei em Fisioterapia em 2009. Na semana seguinte, mandei uma mensagem para o professor de Osteopatia com quem eu mais me identificava, Jacson Nesi, no Rio de Janeiro, perguntando se ele aceitava um aprendiz. Ele achou a ideia esquisita. Eu expliquei: fico quieto no canto da sala e vejo o senhor atender. Duas semanas depois eu estava morando no Rio.
Fiquei cerca de sete meses. Passava umas quatro horas por dia em pé, vendo consulta: a entrevista, o exame, o retorno do paciente. E eu ainda tinha dor de ficar em pé. Nos outros horários, ia ao ambulatório da escola todos os dias.
Lá também fui paciente de Philippe Pailhous, um professor mais velho que, com Bernard Quef, foi dos pioneiros da Osteopatia no Brasil. O consultório dele tinha plantas e uma maca de madeira que ele mesmo construiu. O meu consultório de hoje tem muito daquele.
De volta a Florianópolis
Voltei para Florianópolis, abri consultório e nunca mais parei de atender. Fiz mestrado e doutorado em Saúde Coletiva na UFSC. No doutorado, estudei como tratar com mais resultado usando menos exames, remédios e cirurgias desnecessários.
Comecei como Osteopata clássico. Com o tempo, voltei a me aproximar do exercício: uma boa prescrição, com carga e progressão. Vieram outras formações, para coluna, ombro, quadril e dor crônica. Todo ano faço cursos como se ainda fosse estudante.
E a minha coluna? O exame não mudou. Com essa mesma coluna eu treino jiu-jitsu, agacho com carga, pratico esporte em nível alto e crio dois filhos, sem dor. É a minha história, não uma previsão para o seu caso: cada coluna pede a sua avaliação.
O que eu busco hoje
Hoje eu busco conectar tudo com saúde. A dor raramente tem uma causa só. Pesa o quanto você se movimenta, como você dorme, como vive as pressões do trabalho. Por isso, na consulta, eu pergunto também pelo que você gosta e pelo que parou de fazer.
Meu jeito de trabalhar cabe em três ideias. Menos é mais: poucos passos, bem escolhidos, feitos com qualidade. O que você não percebe, você não muda: antes de corrigir, é preciso observar. E autonomia: você sai sabendo o que fazer quando a dor der sinal.
Atendo na mesa que foi do meu avô materno, médico em Videira. Fora do consultório, toco violão, canto, treino jiu-jitsu e desço montanha de snowboard.
Hoje sou pai de dois filhos, e a Rômi, que recebe você pelo WhatsApp, é a minha esposa. Procuro experimentar a vida também no esporte e na arte. No esporte, vivo no próprio corpo as dores de quem treina, sempre para aprender um pouco mais. Na arte e no estudo constante, desenvolvo o cérebro. Tudo isso para entregar o melhor resultado ao paciente.
Publicações científicas
- Schneider LM. Osteopatia na atenção primária à saúde no município de Florianópolis: uma experiência de matriciamento e educação permanente. Tese de doutorado em Saúde Coletiva. Universidade Federal de Santa Catarina; 2018. Orientador: Charles Dalcanale Tesser. Link
- Schneider LM, Tesser CD. Osteopatia na atenção primária à saúde: resultados parciais de uma experiência de educação permanente e alguns efeitos iniciais. Ciênc Saúde Coletiva. 2021;26(supl 2):3743-52. Link
- Schneider LM, Tesser CD. Osteopatia e Atenção Primária à Saúde. REVISE - Revista Integrativa em Inovações Tecnológicas nas Ciências da Saúde. 2020;5:61-79. Link
- Schneider LM, Tesser CD. Contribuições da Osteopatia para o cuidado na atenção primária à saúde. REVISE - Revista Integrativa em Inovações Tecnológicas nas Ciências da Saúde. 2020;5:95-119. Link
- Schneider LM, Vieira KV. Saúde e Educação: a humanização do saber através da consciência. Saúde & Transformação Social. 2010;1(2). Link
- Schneider LM. A discriminação segundo a perspectiva de profissionais da atenção básica à saúde. Dissertação de mestrado em Saúde Coletiva. Universidade Federal de Santa Catarina; 2014. Link
Se a sua dor passasse amanhã, qual seria a primeira coisa que você voltaria a fazer?
Para agendar uma avaliação em Florianópolis, fale com a Rômi pelo WhatsApp (48) 99921-0702. Atendimento particular.